Monumento da ficção ao real
William Egginton fala ao jornal Estado sobre ficção, seu novo livro acessível
Apesar da erudição que faz parte da sua rotina no meio literário da Universidade, Egginton diz ao Estado que vai ficar longe do “academês”. “Quero escrever um livro acessível ao leitor educado, nada de clausura acadêmica”, promete. Se o ensaio no Times foi um aperitivo para o estilo de Egginton, ele deve manter a sua promessa. Por que o senhor decidiu compartilhar num blog do site literário Arcade da Universidade de Stanford, os progressos de seu novo livro? Não é uma escolha interessante? Foi, em parte, por causa do livro anterior, In Defense of Religious Moderation, que tratava de um tópico meio explosivo, aqui, nos Estados Unidos. Eu quis estabelecer um diálogo on-line com pessoas de pontos de vista diversos e esta troca teve influência no livro publicado. Neste caso, acho que o diálogo é até mais interessante, há tantos leitores e acadêmicos devotados à obra de Cervantes e muitos já seriam citados na biografia.
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