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João Gilberto Noll fala de imprecisões em Solidão Continental

07 de setembro de 2012
1 min de leitura

Após anos nas letras juvenis, gaúcho volta a se dedicar ao romance para público adulto

Por mais que busque o outro, o protagonista de Solidão Continental (Record, 128pp., R$ 27,90) novo romance de João Gilberto Noll, confirma o título e persiste solitário. Encontros carnais existem, mas a alma continua em busca de um complemento. A sexualidade em Noll é dolorosa e sem saída. Solidão Continental marca o retorno do escritor gaúcho ao texto longo dirigido a um público adulto – nos últimos anos, Noll se dedicou a livros para adolescentes, escrevendo sobre a fase da existência em que dúvidas profundas convivem com certezas absolutas. Agora, com o novo romance, retoma temas que lhe são eternamente caros. “A prática da escrita é que faz construir a minha literatura, as suas atmosferas, a caminhada meio errante da minha criatura”, afirma ele em entrevista ao Sabático, por e-mail. O romance acompanha os passos de um homem que, de Chicago a Porto Alegre, cruza o continente em busca de respostas para suas divagações existenciais.

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