O testemunho de ironia e desencanto de Lima Barreto
‘Autobiografia literária’ reúne fragmentos de textos do escritor que retratou as contradições sociais do Rio da Belle Époque
O jornal o Globo traz uma resenha da nova biografia de Lima Barreto. “A obra e personalidade de Lima Barreto vêm estimulando estudos de qualidade, como a biografia de Francisco Assis Barbosa. Agora, o professor Antonio Arnoni Prado, que já lhe dedicou uma tese e outros estudos, lança Lima Barreto: uma autobiografia literária (Editora 34, 200 pp., R$ 39). Usando como ferramentas a familiaridade com o autor, a pesquisa continuada e um refinado processo associativo, Prado seleciona textos de autoria do biografado (livros, crônicas, cartas, diário), e os agrupa por temas, numa espécie de colagem. Em um capítulo à parte, apresenta extratos críticos de Antonio Candido, Cavalcanti Proença, Antonio Houaiss etc”. Segundo a resenha, “Arnoni Prado acertou ao abrir mão de analisar e deixar Lima Barreto se apresentar por si. Lima Barreto, apesar das frustrações e da dominância das ciências biológicas da época, invoca a sensibilidade como elemento que une escritor e homem, e a converte em critério para distinguir autores que se limitam a pensar e burilar o texto, dos que de fato se expõem ao vivido”.
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