Estudo de Lucien Febvre retrata Lutero à luz do contexto social
Febvre: Estamos pouco preparados para avaliar com sangue-frio a curva sinuosa e bifurcante de um destino póstumo.
Em Martinho Lutero, Um Destino (Três Estrelas, 360 pp., R$ 55 – Trad. Dorothée de Bruchard), o desafio proposto por Febvre era o de fazer uma história do gênero biográfico, mas com novos olhares, incorporando as contribuições de outras ciências humanas, diferentemente, portanto, das milhares de outras biografias escritas sobre Lutero. A primeira delas surgiu alguns meses após a morte do teólogo (1546) e foi escrita pelo amigo Felipe Melanchton (1497-1560). Entre Melanchton e Febvre há um período de quase 400 anos.Todavia, como nos mostra Febvre, a distância entre Lutero e o luteranismo posterior inaugurou um distanciamento que demonstra o dinamismo e as tendências do fenômeno religioso. Em outras palavras: que continuidades e rupturas marcam o protestantismo, 500 anos depois de 1517, num país tropical?
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