Publicidade
Voltar CLIPPING

Romance entre o arcaico e o moderno

18 de agosto de 2012
1 min de leitura

Grande Sertão: Veredas, do mineiro João Guimarães Rosa, tornou-se clássico ao recriar um mito

Uma das obras mais importantes de um escritor – talvez a mais importante de todas – é a imagem que deixa de si mesmo na memória dos homens. O que se sabe de João Guimarães Rosa (Cordisburgo, Minas Gerais, 1908 – Rio de Janeiro, 1967) permite que a memória social que dele se guarda o apresente como um cavalheiro amável e civilizado, e que a memória cultural o tenha como o maior escritor contemporâneo de seu País. Os títulos que vão surgindo de Guimarães Rosa a partir de 1940 (Sagarana, 1946; Corpo de Baile, 1954) informam que seus assuntos e suas formas querem demarcar, desde o começo, um território próprio que, por sua vez, se inscreve na evolução da literatura brasileira, pretende dar a essa um leito novo e, sobretudo, uma ambição de estilo e outra profundidade de calado.

Compartilhar:

Leia Também

Gostou deste conteúdo?

Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email

Toda segunda e quinta
Publicidade