Política, religião e amor em quadrinhos
Quadrinista Craig Thompson mergulha na cultura islâmica para narrar uma paixão que atravessa os séculos
No autobiográfico Retalhos, lançado em 2003, Craig Thompson mostrou ao mundo que teve uma formação cristã rígida, um amor casual na juventude e um talento absurdo para narrar histórias. Pelo livro, recebeu dois prêmios Eisner. Já em Habibi (Companhia das Letras, 672 pp.,), Thompson fez diferente. A história, sem nada de autobiográfico, trata de islamismo, capitalismo, meio ambiente e também de um amor que pode atravessar séculos inabalado. A mudança no tema, porém, não significou uma mudança de estilo. Aos 36 anos, Thompson deixa claro com Habibi que é um dos mais talentosos quadrinistas americanos, capaz de prender seu leitor com diálogos simples, mas cheio de significados, e com um traço sofisticado e atento aos detalhes.
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