Páginas de sangue
Os livros pensam a violência urbana
Homicídios crescem, a polícia faz ações destrambelhadas, PMs são mortos. Os números assustam e o governo admite uma “escalada na violência”. Em salas de aula e em pesquisas de campo, o tema fervilha. Livros, teses, mapas, estatísticas tentam decifrar o fenômeno e propor políticas para atacá-lo. Foi em meados dos anos 1970 que a violência tornou-se uma questão intelectual no Brasil. Um dos trabalhos mais vigorosos da nova geração é do sociólogo Gabriel de Santis Feltran, 36. De 2005 a 2010, ele esquadrinhou uma fatia da periferia paulistana. O resultado está em Fronteiras de Tensão – Política e Violência nas Periferias de São Paulo (Ed. Unesp/Centro de Estudos da Metrópole, 273 pp., R$ 37], eleita a melhor tese de doutorado de 2009 pela Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs).
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