Antonio Prata brinca com a perfeição dos contos de fada
Em sua estreia na literatura infantojuvenil, autor vai muito além do felizes para sempre
Da chance de escrever um livro ilustrado por Laerte, acabou saindo uma história daquelas que fazem diferença na prateleira. Era infantil por acaso, apenas porque foi essa a proposta da editora. E foi assim que Antonio Prata — recém-anunciado como um dos 20 melhores jovens escritores brasileiros, incluído na seleção da primeira revista Granta de autores do país — escreveu Felizes quase sempre (Editora 34, 36 pp., R$ 28). Para, aleluia, ajudar a mostrar às crianças que um pouquinho de tristeza não faz mal a ninguém. Resumindo a história: um príncipe e uma princesa vão ficando entediados de tudo ser absolutamente lindo de morrer na vida deles. Descobrem que “a felicidade também cansa”. Juntam-se a outros personagens e procuram um autor — o próprio Prata — para escrever o final de cada um, depois do “felizes para sempre”. Nesta entrevista, Prata lembra que não está sozinho nessa de mostrar às crianças que ser feliz não é ter uma vida perfeita.
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