Ficção de Rodrigo Melo Franco de Andrade é relançada em edição para bibliófilos
Oito contos da obra foram os únicos textos de ficção escritos pelo primeiro diretor do Iphan
A brevíssima carreira de ficcionista do primeiro diretor do Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional –, o jornalista e advogado mineiro Rodrigo Melo Franco de Andrade (1898-1969), resume-se a apenas um livro, Velórios, publicado em 1936. Experiência única, mas nem por isso pouco marcante. De Mário de Andrade a Antonio Candido, passando por Manuel Bandeira, todos observaram em uníssono que o autor não tinha o direito de escrever tão bem assim e abandonar seus leitores. Mas foi o que ele fez. Em 1974, cinco anos após a morte do autor, a editora José Olympio ressuscitou-o. Em 2004, a Cosac Naify publicou uma nova edição de Velórios (144 pp., R$ 49,00). A referida edição permanece em catálogo, mas uma nova acaba de chegar às mãos de ávidos colecionadores de livros raros. Autorizada pela Cosac Naify, detentora dos direitos do autor, a edição de Velórios tem apenas 351 exemplares. Ela foi feita de forma artesanal pela Confraria dos Bibliófilos do Brasil e traz os oito contos do livro ilustrados pela artista Yara Tupinambá.
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