Bienal: editoras deixam de pagar para ver
Summus e Cosac Naify estão entre editoras que decidem não participar da Bienal
Todos os anos, novas editoras montam pela primeira vez seus estandes na Bienal do Livro de São Paulo enquanto outras deixam de participar. A coluna Babel informa que a Cosac Naify, em reestruturação, não estará na edição deste ano por não considerar a feira, no momento, o canal mais adequado de contato com o seu público. Já a carioca Paz e Terra, que participava sem regularidade, também não virá, informa o texto da coluna. A Rideel resolveu investir mais na venda porta a porta e desistiu da feira. Mas o que chama mesmo a atenção, segundo o texto de Maria Fernanda Rodrigues, é a decisão do grupo Summus, que já tinha reservado 60 m² e recuou. “Sempre encaramos a Bienal como um investimento de marketing e divulgação e não como um negócio. Ali, podíamos mostrar tudo o que produzíamos e que a livraria não conseguia expor”, disse Raul Wassermann, o dono. Mas a relação dos leitores com o livro mudou com o e-commerce. “É uma decisão de coragem, mas este ano não vou pagar para ver”, comenta Wassermann, que com a decisão vai economizar cerca de R$ 150 mil. Já a Federação Espírita Brasileira ocupará área 40% menor, complementa a coluna.
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