Autores estreantes encontram dificuldades na Alemanha
As editoras maiores chegam a receber 3 mil propostas de autores estreantes por ano
“Todo publicitário quer escrever um livro”, afirma Wiebke Busch, autora de textos de publicidade e, faz pouco tempo, também romancista. O livro de 320 páginas em suas mãos representa um ano de trabalho. Enquanto folheia seu livro recentemente lançado, Mama Cool, um sorriso passeia por seu rosto. Afinal, ela conseguiu aquilo com que a maioria de seus colegas ainda sonha. Calcula-se que 98% dos manuscritos submetidos todos os anos às editoras alemãs são rejeitados. “Não mantemos uma estatística exata, mas sem dúvida centenas de livros, manuscritos, resumos, fragmentos escolhidos chegam a cada mês às respectivas seções da empresa”, relata Markus Naegele, diretor de programação da Heyne, editora de livros de bolso pertencente ao grupo Random House.
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