Em busca do tempo perdido
A escritora Jennifer Egan fala sobre a passagem do tempo costuma trazer
Uma xícara de chá, uma porção de madeleines e o mergulho nas lembranças de uma época já inacessível. Elementos proustianos que, para Jennifer Egan, em seus 20 anos, eram um tédio: quem se importa com esse tipo de assunto? Sentia-se eterna. Hoje com 49 anos, Jennifer, que venceu o Pulitzer de ficção de 2011 com A Visita Cruel do Tempo (Intrínseca, 466 pp., R$ 29,90), percebe uma mudança: até quem tem 20 anos se sente defasado e percebe visceralmente os impactos da passagem do tempo. Em um encontro com a reportagem do Valor durante a mais recente Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), a escritora americana falou sobre o passado, o presente e o que a preocupa e empolga quando pensa no futuro.
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