A poesia por trás de cidades brasileiras segundo Carpinejar
Antologia reúne textos de autores como Marçal Aquino e Luiz Ruffato sobre cidades cujos nomes evocam poesia e estranhamento
Ele é um tanto amalucado, usa óculos de inseto e roupas gritantes e atende pelo nome de Carpinejar, uma junção dos sobrenomes de dois poetas, Carlos Nejar e Maria Carpi, seus pais. Visto assim, Fabricio Carpinejar, de 39 anos, poderia atender perfeitamente ao clichê do poeta imerso no mundo da lua, pendurado nas próprias esquisitices. Mas ele paira acima dessas coisas todas, mostrando uma língua afiada e um poder de comunicação que deixa rastros por onde quer que passe. No meio literário, ele é um acontecimento. Aproveitando a intensa rotina de viagens, Carpinejar imaginou uma antologia de contos chamada Bem-vindo: histórias com as cidades de nomes mais bonitos e misteriosos do Brasil (Bertrand Brasil, 126 pp., R$ 25). Nela, reuniu nomes dispersos de autores brasileiros de boas safras para escrever sobre cidades cujos nomes evocam certa poesia e algum estranhamento.
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