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Nem aí para debate

08 de julho de 2012
1 min de leitura

Festa literária atrai público mais interessado em curtir a noite do que ver os autores

Flip: um evento literário, feito exclusivamente para quem faz e consome literatura, e que reúne a nata da intelectualidade brasileira — com boa parte de literatos estrangeiros também. Mesmo? Não é só essa espécime que povoa a badalada noite de Paraty durante os cinco dias da festa do livro. Mesas? Autores? Debates? Autógrafos? Parte do público quer é cair na farra. Durante sua primeira Flip, em 2007, a carioca Ana Paiva Garcia, de 25 anos, conheceu a paulistana Ana Luiza Anjos, de 24 anos, que tinha ido ao evento encontrar um grupo de amigos, mas que se perdera do bando. Numa noite, após “um porre homérico” de caipivodca de morango da Caipifruta do Pará — barraquinha que vende drinques no Centro Histórico — as duas se tornaram melhores amigas. Este ano, vieram juntas à festa, onde comemoraram cinco anos de amizade brindando com a fatídica caipifruta de morango.

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