E agora, Flip?
Ao completar dez anos, na edição que começa hoje, Flip estuda alterações em modelo consagrado
Ao ser convidado, no ano passado, para assumir a curadoria da décima Flip, que começa hoje em Paraty com homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade, o jornalista Miguel Conde afirmou que não iria inventar a roda ao assumir a função. De fato, ao longo dos seus dez anos, a festa literária consolidou um modelo que pouco se altera ao sabor de curadores ou autores convidados. É inegável que o formato é um sucesso: a Flip entrou para o calendário cultural do país e continua a agradar público e crítica. Como de costume, os ingressos para as mesas mais concorridas (como as de Jonathan Franzen e de Ian McEwan e Jennifer Egan) acabaram em minutos. Mas é também verdade que, salvo alterações graduais – abertura a linguagens como quadrinhos e urbanismo, por exemplo -, é um modelo engessado.
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