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Um claro enigma

29 de junho de 2012
1 min de leitura

No ano em que se homenageia Carlos Drummond de Andrade na Flip, poetas, editores e críticos mostram onde está a poesia contemporânea

“Não serei o poeta de um mundo caduco/ Também não cantarei o mundo futuro”, diz Carlos Drummond de Andrade nos versos que abrem o poema “Mãos Dadas”. “O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente.” Do “tempo presente” Drummond foi capaz de extrair uma obra atemporal e se tornou uma das principais referências da poesia no Brasil. Para seus herdeiros, fica a proposta: 29 de junho de 2012. Onde está a poesia brasileira hoje e de que é feita? Como e por quem? E com quem, afinal, ela fala? A venda de livros de poesia no Brasil é absolutamente tímida: não chega a 2% da venda dos livros de ficção, segundo dados da GFK levantados a pedido do Valor. É um produto comercialmente difícil, dizem representantes do mercado editorial. Em compensação, a internet oferece um novo terreno para jovens poetas e, na periferia, versos se transformam em cápsulas para mensagens de protesto.

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