Literatura, uma ciência exata
Mais que um universo imaginário onde nos lançamos por puro prazer, a narrativa pode ter um papel importante na evolução
Suponha que a literatura existe por um motivo biológico crucial: para permitir que o ser humano simule situações e aprenda com elas. Esse mecanismo cognitivo permite que você viva a experiência de seduzir a mulher de um homem poderoso sem correr nenhum risco, por exemplo, ou vivencie uma grande batalha sem se ferir. Mais que um universo imaginário onde nos lançamos por puro prazer, a narrativa pode ter um papel importante na evolução. Essas e outras teorias do professor de literatura Jonathan Gottschall, do Washington & Jefferson College, a 48 km de Pittsburgh, na Pensilvânia, integram a mais nova investida das ciências exatas no campo das humanas. Considerada por alguns uma ameaça ao progresso obtido por tendências contemporâneas como o pós-estruturalismo e o novo historicismo, essa tendência vem atraindo interesse crescente do público e das editoras.
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