Verdade oculta na alma
Em Fantasma testemunha do crime é uma sem-teto frágil e sonhadora
Quase ninguém nota a mulher sentada à beira de uma calçada, em Copacabana, no Rio, ainda que ela tenha decidido morar naquele espaço. Conhecida como Princesa, por conta do fino trato, a mulher, no entanto, ganha enorme visibilidade ao se transformar na principal testemunha do assassinato de um homem, talvez um estrangeiro, que apareceu morto a alguns metros dela. Eis o ponto de partida de Fantasma, novo romance policial de um expert, o também psicanalista Luiz Alfredo Garcia-Roza. Desde que trocou a rotina acadêmica para se dedicar à ficção policial – a estreia aconteceu em 1996, com O silêncio da chuva –, Garcia-Roza tornou-se especialista em tramas policiais que fogem do riscado tradicional.
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