Usos e abusos na língua portuguesa
Na escrita, a norma culta tem de ser respeitada; falar é outra coisa, e cada um segue falando de acordo com a sua tradição
Na escrita, a norma culta tem de ser respeitada. A prova da OAB mostra o que acontece quando os alunos não sabem utilizá-la: 93% de reprovação. Na imprensa portuguesa, vez por outra, publica-se crítica à existência do acordo ortográfico de unificação da nossa língua. Alguns jornais afirmam que os filólogos brasileiros encheram o documento de “bizarrices inúteis”, enquanto outros reclamam que a Academia das Ciências de Lisboa, parceira do projeto, errou pelo excesso de “cedências” às hipotéticas pressões neocolonialistas do Brasil. É evidente que nada disso faz sentido. Devemos ter mesmo só uma forma de expressão escrita, para que o nosso idioma passe a ser, estrategicamente, adotado como uma das línguas oficiais da Organização das Nações Unidas. Falar é outra coisa. Cada um segue falando de acordo com a sua tradição.
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