Congresso do Livro Digital começa com 450 inscritos
Plateia lota auditório na capital paulista para ouvir, em dois dias, diversos palestrantes brasileiros e internacionais
Começou hoje pela manhã o 3º Congresso Internacional CBL do Livro Digital com 450 inscritos, que lotaram o auditório do Centro Fecomercio de Eventos, em São Paulo. Até o fim da tarde de amanhã, 23 palestrantes (sendo 13 internacionais) farão palestras sobre vários temas ligados ao mundo da publicação digital. E ainda, na tarde de hoje, 17 teses científicas sobre o tema serão apresentadas, contra nove no ano passado.
A primeira palestra foi conferida YoungSuk Chi, presidente da International Publishers Association (a associação internacional de editores), que resumiu sua mensagem da seguinte forma: “O valor do conteúdo percebido pelos consumidores está caindo, porque conteúdo parecido, bom o suficiente, está disponível na internet de graça. O que quer dizer que nós, editores, temos que criar valor agregado, e uma experiência de leitura, para aumentar a percepção de valor”.
Para Chi, a definição de uma editora como uma empresa que fornece conteúdo impresso está totalmente ultrapassada. Mais do que nunca, o papel do editor deve ser o de selecionar conteúdo relevante – num mar cada vez maior de informações – e oferecê-lo de maneira a criar uma experiência significativa para os leitores, nas diferentes formas possíveis. “Temos que fornecer a informação certa, para a pessoa certa, no contexto certo, e fazer as três coisas ao mesmo tempo.” Palavras como “visionário” e “criador de mercado” deveriam definir o editor de hoje, defende Chi.
O presidente da IPA acredita que não importa o tamanho do conteúdo criado, mas sim a forma como ele é apresentado. “Se a série Harry Potter tivesse sido publicada em um único livro, ela não teria sido lida. Mas ela foi separada em vários livros, todos capazes de fisgar os leitores.”
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