Vitrines da memória
Orhan Pamuk inaugura em Istambul museu baseado em seu primeiro romance após Nobel
Se parece difícil enfrentar as quase 600 páginas de O museu da inocência, romance sobre um homem que fica obcecado por sua amante e começa a juntar traços físicos do relacionamento para com eles montar um museu, não desista ainda da obra de Orhan Pamuk. Foi inaugurada em Istambul, no sábado, uma alternativa à leitura, do tamanho de uma casa de três andares: o próprio Museu da Inocência, em concreto e tijolo. “Não é preciso ler o livro para visitar o museu”, disse o escritor turco, ganhador do prêmio Nobel, na inauguração. “Eles são duas formas de contar a mesma história.” Assim como o livro, o museu tem 83 “capítulos”, vitrines com os objetos que costuram a trama literária.
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