Corredor da memória
Orhan Pamuk, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura, ganha Museu
Numa casa no distrito de antiquários de Istambul, está tomando forma um museu idiossincrático. Ao entrarmos, a primeira coisa que vemos é uma parede inteira pontilhada de pontas de cigarros uniformemente espaçadas – prova da prolongada agonia de um homem que furtivamente guardou 4.213 bitucas dos cigarros de sua amada depois que ela se casou com outra pessoa. Mas a palavra “obsessão” é desestimulada, diz Orhan Pamuk, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura, enquanto supervisiona os toques finais de seu Museu da Inocência. Seu “museu sentimental” foi concebido em meados da década de 1990 como contraponto a seu oitavo livro, O museu da inocência (2008) – publicado depois que ele recebeu o Nobel em 2006. (Financial Times)
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