Clarice Lispector era uma anti-intelectual fingida
Quem alfineta é o pesquisador Evando Nascimento
“Outra coisa que não parece ser entendida pelos outros é quando me chamam de intelectual e eu digo que não sou. De novo, não se trata de modéstia e sim de uma realidade. Ser intelectual é usar, sobretudo, a inteligência, o que eu não faço: uso é a intuição, o instinto.” É assim que Clarice Lispector (1920-1977) se autodefinia, mas não é isso que mostra a sua obra, segundo o recém-lançado Clarice – Uma Literatura Pensante (Civilização Brasileira, 304 pp., R$ 34,90), de Evando Nascimento. A escritora estruturou em seus livros um pensamento complexo e com uma orientação ética, avalia Nascimento, que é professor de estudos literários da Universidade Federal de Juiz de Fora. O pesquisador alfineta: é um “antiintelectualismo fingido”.
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