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Elegante eternidade do criador ainda anima a criatura

31 de março de 2012
1 min de leitura

Em 59 anos, revista manteve a capacidade de identificar o que vale a pena

A Paris Review, diz Lorin Stein na carta do editor do número 200, sobreviveu a seu próprio destino de revista literária: deveria sair a cada quatro meses e morrer com a geração que lhe deu a luz. “In print” há 59 anos, nem sempre foi regular e quase sempre foi sinônimo de George Plimpton, personagem que por 50 anos garantiu à publicação o charme chamuscado nos cinco anos de gestão de Philip Gourevitch e que ainda hoje cintila, aqui e ali, no comando de Stein. Assim como a Minas de Otto Lara Resende, a Paris Review “está onde sempre esteve” e como sempre foi: antenas ligadas no novo, olho vivo no velho que vale a pena.

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