O desafio do negócio de formar leitores
Tendo o governo como grande cliente, o lucrativo mercado dos paradidáticos se amplia e atrai editoras consagradas em outros segmentos
Enquanto o Fundo Nacional da Educação (FNDE) se encarrega de entregar para as bibliotecas de 148 mil escolas públicas os mais de 10 milhões de livros paradidáticos que o MEC comprou em 2011, editoras brasileiras estão de dedos cruzados na esperança de terem ao menos um título selecionado na edição de 2013 do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE). O período de inscrição das obras, exclusivamente literárias, foi encerrado este mês e o resultado deve sair em setembro. O que cada editora chega a ganhar por edital é público, mas a conta final não é clara. Isso porque existe um número limite de obras a serem inscritas e, na ânsia de terem mais títulos selecionados, elas cedem os direitos de outros tantos títulos para distribuidoras, gráficas ou escritórios de editoração. Usam também seus diversos selos e diferentes CNPJs.
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