Literatura em pílulas
Editoras desmembram o livro para vendê-lo em textos curtos, na forma digital e em papel
Antes que o livro morra, como os apocalípticos apostam que ocorrerá, o mercado editorial resolveu fazer picadinho dele. Há picadinho de papel e picadinho digital, ambos a preços camaradas. No rastro de uma tendência iniciada no exterior, editoras brasileiras começam a desmembrar títulos e vender apenas um conto, um ensaio ou outras narrativas curtas. Pelo menos duas grandes editoras, L&PM e Companhia das Letras, lançaram, em papel, coleções de narrativas breves, em geral retiradas de títulos de seus catálogos. Textos curtos são ainda o foco do projeto digital da editora Objetiva, em fase de implantação, coordenado pelo jornalista Arthur Dapieve. Uma das pioneiras do modelo no país foi a editora 34, que, no fim do ano passado, vendeu, de modo experimental e em arquivo digital, contos separados de sua Antologia do conto russo, de R$ 0,99 a R$ 2,99.
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