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A crise, segundo os brasileiros

24 de março de 2012
1 min de leitura

Ficcionistas do país, de diferentes gerações, têm visões opostas sobre o diagnóstico e a cura para a fuga das palavras

Há controvérsia entre os escritores brasileiros quando o assunto é bloqueio criativo. Lygia Fagundes Telles, por exemplo, diz que nunca passou por isso. “Quando pego um trabalho fico muito apaixonada e possuída, e a coisa vai se desenrolando misteriosamente sem interrupção.” Jornalista e escritor, Ivan Angelo também não sofre do mal. “Bloqueio pressupõe um pouco inspiração e não acredito em inspiração.” Para ele, trabalho diário, treino e uma boa preparação tornam mais tranquilo o processo de escrita de um livro. Quem já passou por maus bocados com a página em branco foi Ignácio de Loyola Brandão. “Durante o Não verás país nenhum chegou uma hora em que eu não sabia para onde ir, se terminava tragicamente ou dava um happy end.” Um dos desbloqueios mais aguardados dos últimos tempos foi o do escritor Paulo Lins. Foram três ou quatro anos com Desde que o samba é samba parado, comenta. O livro será enfim lançado em abril, pela Planeta.

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