Luta contra o exotismo
Autores brasileiros que estão no Salão de Paris querem derrubar estereótipo
No imaginário do europeu, as velhas concepções sobre o Brasil como nação do carnaval, do samba, do futebol ainda têm força descomunal quando se fala de cultura. Na literatura, esses estereótipos se revelam na expectativa do público, ainda em busca de autores que falem de “temas brasileiros” e exóticos, como a pobreza extrema, a violência, as contradições sociais. Para os jovens escritores que se lançam no exterior, é um desafio provar ao leitor que há uma literatura universalista no país. Este é de certa forma o objetivo de seis escritores convidados pelo Itamaraty e pela Fundação Biblioteca Nacional – Adriana Lisboa, Adriana Lunardi, Arthur Dapieve, João Carrascoza, Maria Valéria Rezende e Tatiana Salem Levy – a representar o Brasil no Salão do Livro de Paris de 2012, em curso neste momento na capital. No estande do país, bem situado e de porte, com 90 metros quadrados – tamanho acima da média – terão a missão de representar a nova geração de autores.
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