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Do mosteiro ao picadeiro

22 de janeiro de 2012
1 min de leitura

Umberto Eco, 80, e sua mente plural

“Todas as perguntas possíveis já me foram feitas”, diz Umberto Eco, após terminar o café, afundado numa poltrona da sala de visitas de sua casa, em Milão. A cigarrilha apagada, hábito de ex-fumante, pende de um lado da boca. “Só não me perguntam, sei lá, quais são os sete anões. Eu responderia que, quando tento me lembrar, sempre são seis.” Ao fundo, atrás de sua calva, vê-se, de um lado, uma coleção de conchas do mar, escrupulosamente organizadas; de outro, em atris, livros ilustrados do fim do século 19. São alguns dos originais de onde saíram as ilustrações de seu mais recente romance, O cemitério de Praga (Record, 480 pp., R$ 49,90 – Trad. Joana Angélica D’Avila Melo). A entrevista tem por mote o lançamento do livro no Brasil mas também os 80 anos do escritor, nascido em 5 de janeiro de 1932, na piemontesa Alessandria, cuja fama vem dele e dos chapéus Borsalino. Em várias fotos para a imprensa, ele ostenta, com elegância algo zombeteira, um modelo negro da marca.

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