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Os livros no espelho

22 de janeiro de 2012
2 min de leitura

As primeiras páginas da vida editorial brasileira

Dois estudos complementares compõem um panorama social do livro e da leitura no Brasil. O império dos livros (Edusp, 448 pp., R$ 90), de Marisa Midori Deaecto, ganhadora do Prêmio Sérgio Buarque de Holanda (ABL), focaliza a embrionária cultura livresca na São Paulo do Império, formada em torno da Faculdade de Direito e do Convento de São Francisco. Já Brasilianas (Edusp, 488 pp., R$ 75), de Gustavo Sorá, perfila José Olympio, editor central no Brasil do século 20. Mais proveitoso que discutir o malfadado anúncio do fim do livro é entender o passado da história editorial brasileira à luz do seu contexto. Felizmente o assunto vem crescendo em interesse. Na última década foram editadas inúmeras obras com enfoque na trajetória de casas publicadoras, perfil de editores e tópicos afins. Bibliografia relevante, num país de curta memória. No entanto, há de se admitir, parte considerável dos trabalhos costuma ficar circunscrita ao levantamento alcançado, sem se lançar em maiores voos. Enxerga-se o particular, deixando em segundo plano o escopo geral. Na qualidade de produto cultural, porém, o livro faz parte de um mecanismo simbólico amplo e que serve de espelho à sociedade.

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