Editoras brasileiras investem cada vez mais na literatura chinesa
Brasil tem apostas tanto em nomes contemporâneos como clássicos do país onde se lê de modo crescente os escritores nacionais
De olho no crescimento da publicação de livros brasileiros na China, as editoras do país – que já usam o parque gráfico chinês para imprimir seus livros – apostam no intercâmbio como forma de tornar conhecida não só nossa literatura como de entender a dinâmica cultural do país mais populoso do planeta. Afinal, em que outro lugar um escritor como o romântico mineiro Bernardo Guimarães (1825-1884) venderia 500 mil exemplares? Pois foi mesmo na China que seu romance Escrava Isaura, impulsionado pelo sucesso da telenovela, alcançou esse impressionante número de leitores. Os chineses publicados aqui não vendem, claro, nem um décimo do total de Bernardo Guimarães na China, mas o leitor brasileiro já se acostuma com os nomes de Gao Xingjian (Nobel do ano 2000), Ha Jin, Dai Sijie, Ting-Xing Ye, Guo Jingming, Xinran, Su Tong, Ma Jian, Jung Chang, Liao Yiwu e Yu Ha, de quem a Companhia das Letras acaba de lançar Crônica de Um Vendedor de Sangue.
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