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Mostra vê múltiplo como obra repetida, mas única

18 de janeiro de 2012
1 min de leitura

Galeria Anita Schwartz abre hoje ‘A primeira do ano’, com objetos cuja tiragem vai de três a 250 exemplares

Tudo é único, embora seja fruto de repetição. Na mostra “A primeira do ano”, que a galeria Anita Schwartz abre hoje, às 19h, para convidados e amanhã para o público, há apenas múltiplos, objetos que são produzidos em escala — aqui, com tiragem de três a 250 exemplares. São trabalhos como “Balada”, livro de páginas em branco em que Nuno Ramos atirou com um revólver. A bala está incrustada em cada um dos exemplares, mas, fato, um tiro de revólver nunca é exatamente igual ao outro. Já na série “Retratos de combatentes”, Gustavo Speridião amplia um projeto que iniciou em 2005, com “The great art history” — interferências nas fotografias do livro “The great Life photographers”. Em 2005, Speridião escreveu e desenhou sobre cada uma das 608 páginas do livro. Agora, cinco das interferências foram ampliadas em grande formato para a exposição. A mostra é formada por obras de 21 artistas.

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