Bom momento do Brasil motiva chegada de editora portuguesa
Em meio à crise europeia, Tinta-da-china pretende divulgar autores portugueses não publicados por aqui
A Tinta-da-china, editora portuguesa criada em 2005, desembarca no Brasil, atraída pelos bons ventos da economia local e impulsionada pela crise europeia. “A Europa está numa crise tremenda”, diz Bárbara Bulhosa, que foi livreira por dez anos antes de fundar a Tinta-da-china. “Pensamos: ‘Para onde expandir? Onde poderíamos ter mais receptividade?’. Para o Brasil. E não só porque o país está crescendo, incentivando a leitura, criando uma camada nova de leitores. Mas é também porque é nossa língua, interessa-me divulgar autores portugueses que não estão aqui.’ O primeiro livro sai em março. Em 2008, a Tinta-da-china ganhou o prêmio de melhor editora portuguesa, conferido pela Ler/Booktailors. A ideia não é se limitar aos autores portugueses. A Tinta-da-china vai estrear no universo infantil justamente com uma brasileira, Tatiana Salem Levy. Ela já começou a escrever o primeiro livro da coleção, que será editado simultaneamente no Brasil e em Portugal. “Publicaremos também obras de referência na literatura internacional que não se encontram disponíveis no Brasil.” Entre as coleções da editora, um dos destaques é a de literatura de viagens, que inclui desde Werner Herzog e Saul Bellow até Alberto Moravia e Mark Twain.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta