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Pinóquio retorna no ritmo frenético do texto original

04 de dezembro de 2011
2 min de leitura

Técnica criada no século 19 foi aplicada nas ilustrações do volume que chega às lojas no próximo dia 7

Quem acha que as obras infantis antigas não têm ritmo para atrair a garotada de hoje pode mudar de ideia com a leitura de As aventuras de Pinóquio (Cosac Naify, 360 pp., R$ 79,90), que chega às livrarias na quarta-feira. Traduzida do texto original de Carlo Collodi (1826-1890) pelo celebrado Ivo Barroso, a narrativa é delirante. “É um livro delicioso”, diz o tradutor. A enorme quantidade de ação em cada página ditou o estilo do artista Alex Cerveny para o trabalho. “Deixei a intuição dominar. As ilustrações têm muito de rabiscos, surgiram do que eu ficava rabiscando enquanto lia”, diz. Se os desenhos nasceram do ritmo vertiginoso da narrativa, as versões finais que aparecem no volume da Cosac Naify seguem a sofisticação gráfica típica da editora. Usam a técnica “cliché verre”, do final do século 19. Uma placa de vidro é chamuscada com uma vela, e o desenho do papel é copiado nela com um objeto pontiagudo. Daí, as imagens podem ser digitalizadas direto do vidro. “É um clássico para qualquer idade”, defende Barroso.

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