Grandes livrarias investem em curadoria
Livreiros querem recuperar o antigo papel de descobrir e disponibilizar o que o leitor quer
Não só a edição especial de Grande sertão: veredas chega neste mês aos leitores depois da parceria entre uma rede de livrarias e uma editora. O clássico História da literatura ocidental, de Otto Maria Carpeaux (1900-1978), crítico austríaco radicado no Brasil, é reeditado em conjunto pela Leya Brasil e pela Livraria Cultura, que o trataram como “o acontecimento editorial de 2011”. Carpeaux foi escolhido porque, segundo Ricardo Schil, gestor do departamento de compras da Cultura, é um dos autores mais procurados e vendidos desde a década de 1990. Em meio às mudanças que o futuro digital do livro têm promovido no setor, livreiros assumem, assim, outro papel, além do de vendedores de livros. “Cada vez mais queremos exercer a curadoria”, explica Schil. Fred Indiani, diretor comercial da Saraiva, diz que é preciso recuperar o antigo papel, o de descobrir o que o leitor precisa para colocar a obra à disposição. Um dos exemplos é a coleção Saraiva de Bolso. Em papel e versão digital, reúne grandes títulos da Nova Fronteira, Paz e Terra e Almedina. Até fins de 2013, serão mais de 300 obras. Em três meses a coleção, disponível só na Saraiva, vendeu mais de 70 mil exemplares.
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