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Um mineiro bom de papo

28 de novembro de 2011
1 min de leitura

Livro reúne crônicas e cartas de Otto Lara Resende

Nelson Rodrigues, que, por pura perversidade, batizou sua peça Bonitinha, mas ordinária de Otto Lara Resende, dizia do amigo que o mineiro era tão bom de papo que deveriam colocar um taquígrafo atrás dele e depois vender suas anotações em uma loja de frases. Não há como discordar do dramaturgo quando se lê as cartas que o jornalista e escritor Otto Lara Resende (1922-1992) enviou ao amigo Fernando Sabino, agora reunidas no livro Rio é tão longe (424 pp.), que chega na quarta-feira, 30, às livrarias junto a uma seleção de crônicas dos anos 1990, Bom dia para nascer (456 pp., R$ 50,50), feita por Humberto Werneck. O jornalista e escritor, também mineiro, é o responsável pela introdução e notas que acompanham as cartas a Sabino e também organizador da coleção dedicada a Otto pela Companhia das Letras, agora reeditada com títulos inéditos.

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