Curtinhos, bons e baratos
E-books curtos ganham cada vez mais atenção das editoras no exterior e já aparecem no Brasil
Mas talvez o motivo mais relevante esteja nos onipresentes celulares. Ler um conteúdo longo numa tela menor que a palma de uma mão não é confortável, mas o contrário é válido para textos curtos. “Nossa sensação é que a ficção curta vai se adaptar muito bem aos telefones celulares, já que não requer o mesmo nível de atenção e pode ser lida de uma vez”, disse Tim Holman, diretor do selo Orbit, do grupo Hachette, em entrevista à revista The Bookseller.
Mauro Widman, coordenador da área de e-books da Livraria Cultura, concorda. “É muito agradável ter esse tipo de conteúdo num e-reader ou num smartphone, e também poder ler uma história com começo, meio e fim num intervalo pequeno de tempo”, diz. “É o modelo do iTunes, só que para livro”, completa, fazendo referência à bem-sucedida loja de música da Apple, que permite comprar canções fracionadas, ao invés de um álbum completo.
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