Conceito atual de plágio divide especialistas
Para o professor de teoria literária Alcir Pécora, achar que copia e cola refresca métodos de criação é inocente
O que o ator e diretor Sylvester Stallone, os músicos Rihanna, Beyoncé, Lady Gaga, Coldplay e Lil Wayne, a TV Globo e o estúdio que produziu o filme “Kung Fu Panda” têm em comum? Todos eles são autores de obras acusadas de plágio. E isso somente no ano de 2011. Seria o fim da originalidade? Ou será que o processo criativo contemporâneo consiste justamente em citar obras já produzidas, como defende Kenneth Goldsmith no livro Uncreative Writing? Alcir Pécora, professor de teoria literária da Unicamp, é partidário da primeira ideia. “Vejo que há um esgotamento da produção literária atual. Os grandes modelos de prosa dos romances estão muito esgotados”, avalia. Para ele, o aumento na quantidade de obras que pegam “emprestado” trechos de outras é uma das marcas do século 21.
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