O modernismo visto do avesso
Fischer e os pontos cegos na obra de Antonio Candido
A história da literatura brasileira, tal como é ensinada nos manuais e reproduzida na universidade, arma-se sobre uma lógica “centralista, centrípeta e excludente”, traços que partilha com a organização política e econômica do país, afirma Luís Augusto Fischer. Professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ele é um dos principais nomes da nova geração de críticos literários no Brasil. É preciso, portanto, reescrevê-la, conclui o autor de Literatura Brasileira: Modos de usar (L&PM) e Machado e Borges (Arquipélago). O modelo de sua empreitada é a obra canônica sobre a constituição de um sistema literário no Brasil desde o século 18, a Formação da Literatura Brasileira, do crítico Antonio Candido. Fischer, que se diz um “candidiano”, enxerga “pontos cegos” na análise do mestre.
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