A justiça e o bem comum
Livros discutem aplicações da filosofia moral no debate público sobre economia e política
Morto há pouco mais de uma década, o americano John Rawls, autor de Uma teoria da justiça (1971), continua a ser uma força influente na filosofia moral contemporânea. Em livros que chegam agora ao Brasil, dois de seus ex-colegas na Universidade de Harvard, o filósofo americano Michael Sandel e o economista indiano Amartya Sen, lidam de formas distintas com o legado de Rawls. Sandel reuniu alguns dos debates que realiza em aula no livro Justiça: o que é fazer a coisa certa (Civilização Brasileira, 352 pp., R$ 39,90 – Trad.: Heloísa Matias e Maria Alice Máximo). Amartya Sen é conhecido por suas pesquisas sobre pobreza e desenvolvimento econômico. No livro A ideia de justiça (Companhia das Letras, 496 pp., R$ 59 – Trad.: Denise Bottmann e Ricardo Doninelli Mendes), ele faz ao mesmo tempo uma homenagem e uma contestação à obra de Rawls, que, de acordo com Sen, não seria capaz de dar conta da justiça global.
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