Estrangeiro sem exotismo
Colóquio na Espanha discute a difusão da literatura brasileira no exterior
Na Galícia, a imagem literária do Brasil é quase sempre associada a uma mulata faceira, um diário de peregrinação mística ou a um modernismo que ainda não terminou de digerir o que devorou. Exóticos, magos ou macunaímicos, os escritores que não se encaixassem nesses rótulos raramente cruzavam o Atlântico. Aos poucos (ou “a modinho”, como dizem os galegos), o universo temático e estilístico brasileiro vem sendo descoberto, pela importância que o Brasil adquire no contexto mundial, e também pelo esforço de acadêmicos e brasilianistas em iniciativas como o “Conexões IV — A literatura brasileira hoje, diálogos Galiza-Brasil”, colóquio realizado esta semana no Consello da Cultura Galega, em Santiago de Compostela. O encontro, que mapeou estratégias de inserção da literatura nacional no espaço da crítica literária e nos mercados internacionais, reuniu pesquisadores, editores e escritores de diversas nacionalidades, como Luiz Ruffato, Marçal Aquino, Cintia Moscovitch e os galegos Suso de Toro e Carlos Quiroga.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta
