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Estrangeiro sem exotismo

22 de outubro de 2011
2 min de leitura
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Colóquio na Espanha discute a difusão da literatura brasileira no exterior

Na Galícia, a imagem literária do Brasil é quase sempre associada a uma mulata faceira, um diário de peregrinação mística ou a um modernismo que ainda não terminou de digerir o que devorou. Exóticos, magos ou macunaímicos, os escritores que não se encaixassem nesses rótulos raramente cruzavam o Atlântico. Aos poucos (ou “a modinho”, como dizem os galegos), o universo temático e estilístico brasileiro vem sendo descoberto, pela importância que o Brasil adquire no contexto mundial, e também pelo esforço de acadêmicos e brasilianistas em iniciativas como o “Conexões IV — A literatura brasileira hoje, diálogos Galiza-Brasil”, colóquio realizado esta semana no Consello da Cultura Galega, em Santiago de Compostela. O encontro, que mapeou estratégias de inserção da literatura nacional no espaço da crítica literária e nos mercados internacionais, reuniu pesquisadores, editores e escritores de diversas nacionalidades, como Luiz Ruffato, Marçal Aquino, Cintia Moscovitch e os galegos Suso de Toro e Carlos Quiroga.

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