Ilustres desconhecidos
Nova leva de escritores aproveitam o novo filão de “literatura de entretenimento”
O que poderia surgir da mistura de Paulo Coelho com Zé do Caixão? A pergunta pode soar estranha, mas não deixa de ser sugestiva para ilustrar um novo fenômeno editorial que vem atraindo leitores no Brasil. Há quem chame o filão emergente de “literatura de entretenimento”, outros falam em “movimento popular da literatura”, outros ainda em “literatura de gênero”. São três definições válidas para esses novos escritores brasileiros que, em grandes eventos como a XV Bienal do Livro, realizada até domingo no Rio, costumam ser presença certa e garantia de público. Na linha de frente do movimento estão nomes como o de Eduardo Spohr e André Vianco, dois dos ficcionistas com livros mais vendidos no país atualmente – sendo Spohr um dos poucos brasileiros a furar o cerco implacável dos estrangeiros na lista de best-sellers.
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