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Acervo agora está todo em SP

12 de agosto de 2011
1 min de leitura

Produção de Glauber Rocha já está na Cinemateca Brasileira

Originado da obstinação da mãe de Glauber em fazer as palavras do filho ecoarem mundo afora, o Tempo Glauber, no Rio, que tem quase os 30 anos da ausência de seu inspirador, sempre viveu na corda bamba. Desde o início do ano, não recebe recursos do Ministério da Cultura destinados a seu custeio, o que faz com que a família Rocha use dinheiro próprio para mantê-lo aberto, abrigando e difundindo sua produção intelectual. Anteontem, a luz chegou a ser cortada. “Sou famosíssimo e paupérrimo” – a frase de Glauber pendurada na parede não é mera coincidência. Se depender dos herdeiros, a sua luz não vai se apagar. Sem querer arriscar um acervo riquíssimo salvaguardado por Dona Lúcia com doses iguais de amor e meticulosidade, eles venderam em dezembro à Cinemateca Brasileira, por R$ 3 milhões, roteiros, fotografias, manuscritos, poesias (cabem et ceteras) – tudo digitalizado -, num total de 25 metros lineares reveladores do pensamento e da poética do cineasta. A transferência para São Paulo foi feita segunda-feira.

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