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Inegável valor do silêncio

08 de agosto de 2011
1 min de leitura
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Em novo livro de ensaios, autor destaca tradições que valorizam a contemplação

O escritor moçambicano Mia Couto cultua a palavra como fonte de sobrevivência. “A escrita é uma casa que eu visito, mas onde não quero morar”, afirma, em um dos ensaios que compõem E se Obama fosse africano? (Companhia das Letras, 208 pp., R$ 35 – Trad. Rita da Costa Aguiar), conjunto de “interinvenções” (como gosta de definir). “O que me instiga são as outras línguas e linguagens, sabedorias que ganhamos apenas se de nós mesmos nos soubermos apagar.” O primeiro texto do livro é esperançoso, mas o último, que dá título à obra, é mais cético. Confira a entrevista.

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