Antes só…
O psiquiatra Anthony Storr discute como o grande valor que damos aos laços pessoais nos leva a ignorar o lado positivo da solidão
A ideia de que a felicidade depende do sucesso nos relacionamentos é recente na história da humanidade. É partindo deste ponto que o psiquiatra Anthony Storr mostra, em Solidão – A conexão com o eu (Benvirá, 384 pp., R$ 39,90 – Trad. Claudia Gerpe Duarte), como o grande valor que damos aos laços pessoais nos leva a ignorar o lado positivo da solidão. Na obra, o autor pondera que felicidade não deveria estar tão relacionada ao êxito nos relacionamentos pessoais, sejam amorosos, familiares ou de amizade. E também afirma que diversificar as “fontes” de felicidade é um bom caminho. Storr ainda explora a relação entre solidão e personalidade criativa, traçando retratos de gênios da humanidade que enfrentaram sozinhos períodos determinantes de suas vidas.
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