Rumo a uma nova estação editorial
Ao comemorar os 25 anos da Companhia das Letras, seu criador Luiz Schwarcz esboça uma empresa menos centralizada em sua pessoa
Começar uma editora com um livro que conta a genealogia da Revolução Russa não parece boa estratégia editorial para conquistar leitores. No entanto, foi com Rumo à Estação Finlândia, do americano Edmund Wilson, que o paulistano Luiz Schwarcz, de 55 anos, inaugurou há um quarto de século, e com surpreendente êxito, o catálogo da Companhia das Letras. Para comemorar a data, a casa lança os quatro primeiros volumes da Coleção Nobel, ao todo 12 livros com sofisticado projeto gráfico de autores premiados. Por enquanto, Toni Morrison, J.M. Coetzee, Kenzaburo Oe e Eugenio Montale. Em outubro, a nova edição de O ano da morte de Ricardo Reis, de José Saramago, que se tornaria um grande amigo do editor brasileiro. Para falar dos 25 anos da editora e da atual situação do mercado editorial, Schwarcz recebeu em sua casa quatro jornalistas do Estado. Confira a entrevista.
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