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Uma escrita fiel às impressões

23 de julho de 2011
1 min de leitura
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V.S. Naipaul, Prêmio Nobel de 2001, diz que o jornalístico “A máscara da África” - narrativa de viagens pelo continente, que chega agora ao Brasil - foi sua última obra no gênero e que escrever é recu

Vidiadhar Surajprasad Naipaul é autor de uma obra paradoxal. Sua escrita, em especial a de não ficção, é permeada pela objetividade e pela acuidade de seu olhar. Mas a forma transparente como expõe suas ideias, e com elas se expõe à crítica, deixa entrever a complexidade de seu pensamento. Naipaul já foi sentenciado no passado, por críticos como o teórico literário palestino Edward Wadie Said, com a pecha de racista, preconceituoso, eurocêntrico. A recorrência dessas palavras associadas ao nome do Prêmio Nobel de Literatura de 2001 é tão grande que mencioná-las beira o déjà-vu. Mas a mesma impressão se renova com certa frequência ao longo de sua obra. O último na relação de analistas que o recriminam pesadamente é Robert Harris, escritor e jornalista britânico que, em sua resenha para o jornal The Sunday Times sobre A máscara da África (Companhia das Letras, 288 pp., R$ 49,50 – Trad. Marcos Bagno), o classifica como “tóxico” e “repulsivo”. Leia a entrevista.

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