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Não tem tradução

16 de julho de 2011
2 min de leitura
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Uma das maiores poetas atuais, mas inédita no Brasil, a escocesa Carol Ann-Duffy fala de sua obra, que apresentou na Flip. Críticos, tradutores e editores discutem a escassez de livros de poesia estra

Poeta laureada do Reino Unido, a escocesa Carol Ann-Duffy, sem livro publicado no Brasil, passou praticamente incógnita pela 9ª Festa Literária Internacional de Paraty. Talvez a mais renomada entre todos escritores convidados, Carol foi, em Paraty, quem menos atraiu atenção. Uma explicação possível para essa situação aparentemente contraditória pode ser encontrada na primeira palavra deste texto. Carol Ann- Duffy, afinal, é poeta. Parece fácil justificar o marasmo argumentando que o número de leitores de poesia é reduzido no Brasil, algo que as vendas minguadas de nossos melhores poetas contemporâneos (com raras exceções) parecem confirmar. Mas nem sempre foi assim, argumenta a crítica Flora Süssekind, lembrando momentos de maior vitalidade na relação do meio literário brasileiro com a poesia de outros países. A percepção de que as traduções de poesia estrangeira não apenas se estagnaram, como diminuiram, é endossada pelo crítico e poeta Italo Moriconi, diretor da Editora da Uerj.

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