Desvio de papel imune volta à mira do governo
Fabricantes unem-se a importadores em nova iniciativa
O endurecimento das regras para o segmento de papéis destinados à impressão de livros, jornais e periódicos, o chamado papel imune, não foi suficiente para inibir a entrada no país do produto que é desviado de sua finalidade e a indústria papeleira, com apoio de importadores, voltou à carga com pedidos de maior fiscalização por parte do governo. O apelo chegou ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), que entendeu que o desvio de uso de papel imune provoca danos ao mercado, e a expectativa é a de que, no curto prazo, novas medidas sejam anunciadas. “Não estamos mais olhando para medidas antidumping, porque não se trata de um problema de precificação”, explica a presidente da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), Elizabeth de Carvalhaes. Ao chegar ao mercado doméstico isento de impostos, explica a executiva, o papel que seria destinado para fins editoriais e acaba sendo comercializado irregularmente para outras finalidades é tão prejudicial para a concorrência quanto o produto que é vendido a preços inferiores àqueles praticados no mercado de origem.
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