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Ministro da Educação compara críticas a livro do MEC a fascismo

01 de junho de 2011
2 min de leitura

‘Diferença entre Hitler e Stalin é que Stalin lia os livros’, afirmou ministro

O ministro da Educação, Fernando Haddad, classificou nesta terça-feira de uma “postura de viés fascista” as críticas de diferentes setores da sociedade a um livro didático distribuído pelo governo nas escolas, que permitiria erros de concordância. Haddad defendia, durante reunião da Comissão de Educação do Senado, a decisão do Ministério da Educação (MEC) de distribuir a 484.195 alunos de 4.236 escolas o livro Por uma vida melhor pelo Programa Nacional do Livro Didático para a Educação de Jovens e Adultos (PNLD-EJA). Para o ministro, a maioria dos críticos sequer havia lido a obra. Haddad classificou de “injustiça crassa” as críticas realizadas por diferentes setores da sociedade sobre a obra. “Acompanhei com muita atenção o debate em torno dessa questão na imprensa, saúdo o debate que foi feito, mas confesso que me assustei um pouco no início da discussão. E me assustei por uma razão muito simples: a maioria das pessoas que se manifestaram inicialmente declararam, posteriormente, que não haviam lido o livro objeto da polêmica”, afirmou Haddad. “O livro parte de uma realidade comum aos adultos que voltam à escola e traz o adulto para a norma culta por meio de exercícios que pede ao estudante que faça a tradução da linguagem popular para a norma culta.”

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